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Custos

A cidadania por investimento mais barata de 2026: o ranking pelo custo total

As cidadanias por investimento mais baratas de 2026, ranqueadas pelo custo total real, com due diligence e taxas de governo incluídas, não pela doação de manchete. E a leitura honesta do que o preço baixo esconde.

Por Robert McCray Publicado 1 de julho de 2026 Atualizado 1 de julho de 2026 Revisado conforme nossa política editorial

Em julho de 2026, a cidadania por investimento mais barata do mundo é a de São Tomé e Príncipe: US$ 95.000 fixos (doação de US$ 90.000 mais taxa de submissão de US$ 5.000), cobrindo família de até 4 pessoas. Convertido, algo na casa de meio milhão de reais, a depender do câmbio, por quatro passaportes. Nauru vem logo atrás: contribuição de US$ 90.000 mais cerca de US$ 12.700 em taxas, sob desconto que a tabela oficial estende até 31 de dezembro de 2026. Os dois são programas novíssimos com passaportes fracos. Entre os estabelecidos, Vanuatu lidera em custo, na faixa de US$ 135.000 a US$ 150.000 totais para requerente individual, e entre os caribenhos de passaporte forte, Dominica é a mais barata, em torno de US$ 211.000 a US$ 215.000 para uma pessoa.

A doação de manchete quase nunca é o que você transfere: due diligence, taxas de governo e passaporte e os honorários do agente somam US$ 15.000 a US$ 50.000 a mais, variando por programa e tamanho da família. Esta página ranqueia os programas pelo custo total, o que você paga de fato.

Como “mais barata” funciona de verdade

O preço de uma cidadania por investimento tem três camadas, e as tabelas comparativas que mostram só a primeira enganam.

  1. O investimento qualificado. Em geral uma doação não reembolsável a um fundo governamental, ou uma compra imobiliária maior mantida por anos.
  2. Taxas governamentais e estatutárias. Due diligence (checagem de antecedentes), processamento, emissão de passaporte, certificados de naturalização. Escalam com o número de requerentes.
  3. Honorários profissionais. O agente licenciado ou escritório. No Caribe, tipicamente US$ 15.000 a US$ 30.000 para requerente individual, e não são opcionais: a maioria dos programas exige agente licenciado para protocolar.

Um programa com a menor doação pode custar mais que o rival depois das taxas por pessoa, sobretudo para famílias. A pergunta certa nunca é “qual é a doação”; é “qual é o total para a minha família exata, e o que o passaporte vale”.

O ranking pelo custo total, requerente individual (2026)

Totais realistas para um adulto na rota mais barata (doação), incluindo taxas estatutárias e honorário profissional típico. Trate como faixas de planejamento, não como orçamento fechado.

ProgramaInvestimento mínimoTaxas estatutárias (aprox.)Total típico, individualPrazo
São Tomé e PríncipeUS$ 90.000 (doação)US$ 5.000US$ 95.000 a US$ 110.000~6 semanas
NauruUS$ 90.000 (com desconto; padrão US$ 115.000)~US$ 12.700US$ 105.000 a US$ 120.0003 a 4 meses
VanuatuUS$ 130.000 (doação)DD US$ 5.500 + taxasUS$ 135.000 a US$ 150.0001 a 2 meses
DominicaUS$ 200.000 (doação)~US$ 10.500US$ 215.000 a US$ 230.0006 a 9 meses
Antígua e BarbudaUS$ 230.000 (doação)~US$ 20.000US$ 250.000 a US$ 265.0004 a 8 meses
GranadaUS$ 235.000 (doação)~US$ 20.000US$ 255.000 a US$ 270.0004 a 8 meses
Santa LúciaUS$ 240.000 (doação)~US$ 10.500US$ 255.000 a US$ 270.0004 a 8 meses
São Cristóvão e NévisUS$ 250.000 (doação)~US$ 20.000US$ 270.000 a US$ 290.0004 a 8 meses
TurquiaUS$ 400.000 (imóvel)~US$ 30.000+US$ 430.000 a US$ 480.0006 a 12 meses

As duas primeiras linhas são os bilhetes de entrada mais novos e mais baratos do mercado, e os que carregam mais risco. Entre os caribenhos, Dominica é a doação individual mais barata, com piso de US$ 200.000 e taxas leves. Os cinco programas do Caribe ficam numa faixa estreita depois das taxas, então o desempate costuma ser tamanho da família e acesso do passaporte, não alguns milhares de dólares de doação.

O novo piso: São Tomé e Príncipe e Nauru

São Tomé e Príncipe lançou seu programa em 1º de agosto de 2025. A estrutura é a mais simples do mercado: doação de US$ 90.000 ao Fundo de Transformação Nacional mais taxa de US$ 5.000, um total fixo de US$ 95.000 que cobre família de até 4, com aprovações em cerca de seis semanas e sem exigência de residência ou visita. A unidade de cidadania é operada privadamente a partir de Dubai, sob parceria público-privada de dez anos, a primeira do gênero no setor. O passaporte alcança cerca de 60 e poucos destinos, sem Schengen.

Nauru abriu seu programa no início de 2025. A contribuição padrão é de US$ 115.000; um desconto de aniversário de US$ 25.000 a leva a US$ 90.000, oferta que, marcada para expirar em 30 de junho de 2026, aparece na tabela oficial de julho de 2026 como estendida até 31 de dezembro de 2026. Somam-se US$ 5.000 de taxa de pedido, US$ 6.000 de due diligence, cerca de US$ 1.200 de encargos bancários e US$ 500 por passaporte: um adulto fica perto de US$ 102.700 em custos estatutários antes dos honorários. O passaporte alcança cerca de 85 a 90 destinos, também sem Schengen.

Agora a parte honesta, porque um preço tão baixo vende sozinho:

  • Nenhum dos dois tem histórico. Ninguém viu essas unidades atravessarem um ciclo completo de due diligence, um requerente-problema ou escrutínio externo. Você é cliente inaugural de um produto não testado.
  • Os dois documentos são fracos. Para o brasileiro isso pesa menos como perda (o passaporte do Brasil já cobre Schengen e Reino Unido sem visto), mas expõe a pergunta essencial: se não é mobilidade, o que exatamente você está comprando? Se a resposta for um plano B jurídico ao menor custo legal, com os riscos precificados, esses dois são o piso.
  • O precedente de Vanuatu paira sobre ambos. A UE revogou em definitivo o acesso Schengen de Vanuatu em dezembro de 2024, após falhas de due diligence. Programas baratos que escalam rápido atraem o escrutínio que destrói o valor prometido, e o mecanismo reformado de suspensão de vistos da UE hoje trata operar um programa de cidadania para investidores como motivo, por si só, de suspensão.
  • Desconto renovado é sinal. Um programa que estende o preço promocional está dizendo que a demanda ao preço cheio é fraca. Vale saber antes de apostar no compromisso do governo emissor com a qualidade.

O piso caribenho: por que as doações se agrupam

Em 2024, os cinco Estados do Caribe Oriental acordaram um piso coordenado de US$ 200.000 nas rotas de doação para estancar uma guerra de preços. Por isso Dominica, Antígua, Granada, Santa Lúcia e São Cristóvão andam tão juntos. As diferenças estão nas taxas, nas regras de família e nos extras de cada passaporte.

  • Dominica. US$ 200.000 individual, US$ 250.000 para família de 4. Due diligence de US$ 7.500 (titular) e US$ 4.000 por dependente 16+, processamento de US$ 1.000, entrevista de US$ 1.000 por adulto, certificado de US$ 500 por pessoa. Um passaporte caribenho limpo, com bom acesso ao Reino Unido e ao Schengen, entre os menores custos totais da região.
  • Santa Lúcia. Doação de US$ 240.000 que cobre o requerente individual ou o titular mais até 3 familiares. Due diligence de US$ 7.500 (titular) e US$ 5.000 por dependente 16+, processamento de US$ 2.000 mais US$ 1.000 por dependente. O valor fixo para até 4 pessoas torna Santa Lúcia competitiva para famílias pequenas.
  • Antígua e Barbuda. Doação de US$ 230.000 que já cobre família de até 4: uma das opções mais baratas para casais e famílias pequenas, não para solteiros. Uma rota alternativa pela Universidade das Índias Ocidentais cobre família de 6 ou mais por cerca de US$ 260.000. Processamento de cerca de US$ 10.000, due diligence de US$ 8.500 (titular), entrevista de US$ 1.500, e presença curta obrigatória (5 dias em 5 anos) para manter a cidadania.
  • Granada. Doação a partir de US$ 235.000, incluindo família de até 4. O diferencial é o tratado de visto de investidor E-2 com os Estados Unidos, que permite ao cidadão granadino pleitear morar e tocar negócio em solo americano. Como o Brasil não tem tratado E-2, Granada é a via mais citada quando o objetivo é justamente esse, e é por esse único benefício que muita gente paga um pouco mais aqui.
  • São Cristóvão e Névis. O programa mais antigo, com piso de US$ 250.000, a doação mais alta do Caribe. Você paga um prêmio pelo histórico mais longo e pela marca mais reconhecida.

Vanuatu: o estabelecido mais barato, com uma ressalva grande

O programa de Vanuatu pede US$ 130.000 para requerente individual e cerca de US$ 180.000 para família de 4, com due diligence de US$ 5.500, e entrega passaporte em 30 a 60 dias, o mais rápido do mundo. Entre programas com anos de estrada, nada bate o pacote preço-velocidade.

A ressalva é mobilidade e reputação: a UE suspendeu o acesso Schengen sem visto de Vanuatu em dezembro de 2024 por falhas de due diligence. Para um segundo documento rápido e barato, é bom valor; para acesso europeu durável, o Caribe justifica o gasto extra. E, de novo, o brasileiro já carrega o Schengen no próprio passaporte: aqui a compra é contingência, não viagem.

Turquia: não é barata, mas o dinheiro pode voltar

O mínimo turco de US$ 400.000 é em imóvel, não doação, com carência de 3 anos antes da revenda. Como o capital é (em princípio) recuperável, o custo econômico real fica mais perto das taxas de transação, impostos e variação do ativo do que dos US$ 400.000 cheios. A Turquia soma uma economia do G20 e um passaporte regional forte, sem exigência de residência: é a cidadania imobiliária mais barata que devolve o capital, só não é o menor desembolso.

Custo não é valor

O menor número da tabela raramente é a melhor decisão. Pese contra o preço: a força do passaporte (caribenhos mantêm Reino Unido e Schengen; Vanuatu perdeu o Schengen), a economia da família (Antígua e Santa Lúcia, com doações que cobrem 4 pessoas, batem Dominica quando há cônjuge e filhos), o rigor da due diligence (triagem dura custa e demora mais, mas protege o passaporte de rebaixamentos futuros) e o imposto (nenhum desses países tributa você por mera cidadania, mas a sua posição de residência fiscal pode mudar; trate com assessoria qualificada). E rode doação e imóvel lado a lado pelo custo total de propriedade: as opções imobiliárias “mais baratas” carregam taxas maiores e risco de revenda.

O resumo

Em julho de 2026: menor desembolso, São Tomé e Príncipe, US$ 95.000 fixos para até 4 pessoas, com Nauru logo atrás perto de US$ 103.000 totais para um adulto, ambos recém-nascidos e com documentos fracos. Estabelecido mais barato, Vanuatu, na casa de US$ 135.000. Passaporte forte mais barato, Dominica, cerca de US$ 215.000 para uma pessoa, com Antígua e Santa Lúcia vencendo para famílias. Para entender o instrumento antes do ranking, comece por o que é cidadania por investimento. E se quiser essa matemática rodada para a sua família, com custo total e saída modelados, a Civita faz exatamente isso, mediante honorário fixo e sem comissão de nenhum programa: veja preços e formatos.

Perguntas frequentes

Qual é a cidadania por investimento mais barata em 2026?
Em julho de 2026, São Tomé e Príncipe é a mais barata: US$ 95.000 fixos (doação de US$ 90.000 mais taxa de US$ 5.000) cobrindo família de até 4 pessoas, com aprovação em cerca de seis semanas. Nauru vem logo atrás: contribuição de US$ 90.000 mais cerca de US$ 12.700 de taxas, sob desconto que a tabela oficial estende até 31 de dezembro de 2026 (preço padrão US$ 115.000). Ambos os programas são novíssimos e ambos os passaportes são fracos, sem acesso Schengen. Entre os programas estabelecidos, Vanuatu é o mais barato, na faixa de US$ 135.000 a US$ 150.000 no total, e o passaporte forte mais barato é o de Dominica, líder no Caribe a cerca de US$ 215.000 a US$ 230.000 no total para uma pessoa.
Por que o custo total é maior que a doação anunciada?
A doação é só uma de três camadas. Você também paga taxas governamentais e estatutárias (due diligence, processamento, passaporte, naturalização), que escalam com o número de requerentes, e os honorários do agente licenciado, tipicamente US$ 15.000 a US$ 30.000. Juntas, essas camadas somam de US$ 15.000 a US$ 50.000 acima da doação.
Qual cidadania caribenha sai mais barata para uma família?
Antígua e Barbuda costuma vencer para famílias, porque a doação de US$ 230.000 ao National Development Fund já cobre até 4 pessoas. Santa Lúcia cobre até 4 por US$ 240.000. Dominica é a mais barata para requerente individual, mas encarece com cônjuge e filhos, já que a família de 4 sai por US$ 250.000.
Quanto custa a cidadania de Dominica em 2026?
O fundo de diversificação econômica exige US$ 200.000 para requerente individual e US$ 250.000 para família de 4. Somam-se due diligence de US$ 7.500 para o titular e US$ 4.000 por dependente com 16 anos ou mais, taxa de processamento de US$ 1.000, entrevista de US$ 1.000 por adulto e certificado de US$ 500 por pessoa, mais os honorários do agente. No total, espere algo entre US$ 215.000 e US$ 230.000 para uma pessoa.
Vanuatu ainda vale a pena depois da suspensão pela UE?
Depende do objetivo. Desde dezembro de 2024 o portador de passaporte de Vanuatu perdeu o acesso sem visto ao espaço Schengen, então o documento enfraqueceu para a Europa. Segue sendo a CBI mais rápida do mundo e a mais barata entre os programas estabelecidos, com acesso útil em partes da Ásia, no Reino Unido e na Commonwealth. Para um segundo documento rápido e barato, é bom valor; para acesso europeu durável, o Caribe é melhor. Lembre que o brasileiro já tem Schengen sem visto pelo próprio passaporte.
Por que os programas caribenhos custam quase o mesmo?
Em 2024, os cinco Estados caribenhos de CBI acordaram um piso coordenado de US$ 200.000 nas rotas de doação para encerrar uma guerra de preços que derrubava as doações e acendia alertas de segurança. Por isso Dominica, Antígua, Granada, Santa Lúcia e São Cristóvão gravitam em torno do mesmo preço-base, e as diferenças reais estão nas taxas, nas regras de família e nos benefícios do passaporte.
A Turquia é mais barata do que parece por ser imóvel?
Em certo sentido, sim. A Turquia exige compra de imóvel de US$ 400.000 em vez de doação a fundo perdido, e o imóvel pode ser vendido após 3 anos de carência. O custo econômico verdadeiro fica mais perto das taxas de transação, impostos e variação de preço do ativo do que dos US$ 400.000 cheios. É a cidadania imobiliária mais barata capaz de devolver o capital, ainda que não seja o menor desembolso.
O programa mais barato dá o melhor passaporte?
Quase nunca. Os dois documentos mais baratos de 2026, São Tomé e Príncipe e Nauru, não têm nenhum acesso Schengen, e o passaporte de Vanuatu enfraqueceu após a suspensão europeia de dezembro de 2024. Os passaportes caribenhos custam mais, mas em geral mantêm acesso sem visto ao Reino Unido e ao Schengen. Due diligence mais dura custa mais e demora mais, mas reduz o risco de o passaporte perder privilégios depois. Pese força do documento, economia familiar e rigor de triagem contra o preço, nunca só o preço.
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